Tentei fugir de todas as maneiras desse sentimento, no entanto fora em vão todo meu esforço, tentei não me aventurar numa mais doce ilusão. Não queria sentir o que todos os outros seres humanos "NORMAIS" sentem. Juro! lutei com todas minhas forças, debrucei-me em infelizes e sufocantes lágrimas a fim de diminuir a vontade que tinha de sentir mais um abstrato sentimento.
Em momentos sentia uma louca vontade de voar e me tornar um NADA na imensidão da vida, dentro de mim pulsava um coração amargurado pronto pra explodir e deveolver ao mundo todos os sentimentos cultivados por ele. Essa vontade porém, se consumia entre lágrimas e novamente retornava a essa rotina lamentável que havia escolhido viver.
E a vida se passou assim, nessa angústia sublime de todos os dias, até que me entrreguei por inteira ao amor, passei a sentí-lo, a toca-lo. Ah! e como é gratificante sentí-lo. Quanto ao sofrimento que tentara afastar de mim? sim ele existe, porém, o amor compensa o sofrimento.
Quão sublime é o AMOR, trata-se de amar e ser correpondida, de amar e sofrer pelo amor, que nos gratificam com carinhos e carícias.
É maravilhoso saber que sou como qualquer ser humano "NORMAL" que se aventura no mundo das emoções sem abandonar a lógica da vida, que faz do viver de todos os dias um viver novo tão mais alegre e tão mais amante.
Pâmela Castro
Nada jamais continua. Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembraça das outras vezes,
atiro a rosa dos sonhos nas tuas mãos distraídas.
Mário Quitanda







