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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O caçador de pipas

[...]o vento assobia , atirando pedacinhos de gelo que espetam os meus olhos. Vou caminhando, os pés afundando em camadas daquela brancura fofa. Grito por socorro, mas os ventos não deixam que os meus gritos sejam ouvidos. Vejo que a nevea está apagando minhas pegadas. " agora sou um fantasma" penso eu "um fantasma sem pegadas". Volto a gritar, com a esperança sumindo com as marcas dos meus passos. Desta vez, porém, há uma resposta longínqua. Além das cortinas flutuantes de neve, tenho a breve visão de algo se mechendo, um borrão de cor. Uma forma familiar se materializa. Uma mão se estende na minha direção. Vejo profundos talhos paralelos cortando a sua palma e o sangue escorrendo, tingindo a neve. Seguro aquela mão e de repente, a neve desaparece. Estamos em um campo de relva verde-clara e macios flocos de nuvens deslizam no céu. Olho para cima e vejo o céu claro coalhado de pipas verdes, amarelas, vermelhas, laranja. Elas cintilam à luz do entardecer.




 KHALED HOSSEINI

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Descansaremos em Paz



Quando
aquela tristre fim pálpebra bater,
Não irei ouvir nem o maior silêncio...
Do meu corpo virará cinza
Da minha alma irá enlaçar a dor vivente
Da minha matéria irão descolar coisas impuras
Serão cobertas com flores do vale que será
adormecida.
Se uma lágrima nas pálpebras se inundarem,
Se o último suspiro ainda tem nos seios,
É pela virgem que sonhei... que nunca
aos lábios me encostou a face linda!
Morrerei e levarei comigo somente saudades...
Saudades das coisas inúteis desse mundo
Das negras sombras que me acompanham...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu negro beijarei a verdade da sua única alma impura
irei me cristalizar no seu sonho negro...
Filha do céu, eu te levarei comigo!
Descansaremos no leito solitário
Na floresta dos amantes esquecidos,
À sombra de um epitáfio, e escrevam nele:
“Foi amante, sonhou, e amou todas as
mulheres na vida.”
Nas sombras do vale, nas noites sombrias
Minha alma te amará loucamente,
Irei te proteger com todo o meu corpo abandonado nessa vida sombria
E no silêncio te protegerei com minhas últimas gotas de sangue!
Mas, ao prelúdio da nova vida
E quando a noite escura repousar,
Arvoredos se abrirão...
E deixarão a lua pratear-me a lousa!
E te amarei novamente...
Poesia de autoria: Yago Vinicinho
Catu-BA



Um amor incondicional (...)

Um amor incondicional (...)
Então AMIGO meu (L)