Nesses sorrisos que sorriram sem medo, nas lágrimas derramadas em oceanos longínquos e que misturaram-se a uma água salgada na certeza de que carregaria em si um pouco da beleza, do amor e da poesia de águas infinitas, nos sonhos sonhados na esperança de se tornarem realidade e não misturarem-se ao pó das impossibilidades e nas brincadeiras nas quais foram, com sua simplicidade, máquinas para arrancar sorrisos, são nesses detalhes dispostos no ano velho, no ano de 2010, que me fizeram feliz no qual aprendi a lidar com as impossibilidades e antes de tudo compreende que a grandeza de Deus está na nossa incapacidade de compreendê-lo e quão bonito é ter fé naquilo que não se vê, e naquilo que não é preciso compreender, apenas que tenha a fé.Eu quero é juntar tudo, colocar em uma batedeira e misturar bem até formar uma mistura homogênea, guardar dentro de uma caixa e depositá-la no lado esquerdo do meu peito, pra que 2010 seja eternamente lembrado, como os dezesseis anos de minha vida que nunca se aposentaram mas se tornam jovens a cada ano finalizado.
Eu quero é que 2011 seja vida e que a vida seja 2011, eu quero é fazer poesia da brincadeira, e da brincadeira poesia, eu quero é fazer dos meus sonhos os sonhos de meu Pai, e dos sonhos de meu Pai os meus, eu quero é fazer do dia um sorriso novo, e do sorriso um dia, eu quero é chorar para que minha raiz seja fortalecida no amor de Deus, por que pra mim 'Isso é que é importante', o resto é que fica pra depois esquecido entre amontoados de cacos quebrados sem importância alguma para a contrução de minha casa [meu ser].
Despesso aqui da última postagem do ano que se encerra, últimas gostas de sangue que meu coração me mandou gravar aqui.
E a poesia do sorriso se encerra para que se inicie um novo consecutivo sorriso que nunca pausa, que nunca cessa, que não cansa de ser feliz e contagiar a felicidade aos que anceiam por alegria. Eu creio num mundo novo, eu creio na chegada de um novo ano, que traga em sua bagagem, além de fogos e bebidas, a esperança da chegada de instantes gloriosos em que sonhos tornam-se poesias escritas a mão com pena de amor, papel de realização e tinta de Fé, muita fé.


