Era um dia comum, o sol escaldante, e eu estava em meu quarto, não me lembro bem o que fazia, mas estava ali entre quatro paredes, com apenas uma janela me distanciando do quintal.
De repente fez-se um barulho imenso, e quando dei por mim estava ja no quintal com roupa de dormir e em minha frente se posicionava um ser estranho, era humano, de cabelos longos, sorriso doce, no entanto possuia um par de asa enormes, brancas e fofas como chumaço de algodão.
Eu estava inerte, como se houvesse morrido e esquecido de cair. Porém dentro de mim meu coração palpitava como outrora, pois, aquele ser era de divindade incomparável. Não me recordo bem de suas palavras, lembro-me apenas de sua última frase:
- Pequena, apenas siga as minhas asas, porque nelas o Grande Homem confiou-lhe sua preciosa filha.
E eu as segui e quando dei por mim estava diante das estrelas, voando por sobre as nuvens como se flutuasse num castelo de algodão-doce, porém esse era mais doce e como era.
Seguirei contigo nas perseguições e nas tribulações,
para um dia ser digna de amar-Te na revelada Glória do céu.
Amém!