Sim é infinito o amor que sinto
Nesse instante, 22:34 da noite, sinto forte vontade de sentar e escrever tudo o que sinto, uma vontade que não é passageira, que tento arrancar de dentro de mim. Não existe mais sono ou cançasso. Então sento em frente ao computador e começo a despejar em palavras o qu transborda dentro de mim.
Começo a escrever, mas falta-me palavras, falta-me inspiração, então pensei:"por que não escrever somente aquilo que vem do coração, sem preocupar-me com regrar gramaticais, com coerência ou cacofonismo", enfim escreveria algo toalmente sem sentido, mas completamente sinsero, algo que ninguém consegueria ler, e aindo os poucos que lessem não compreenderiam.
Meu coração palpita, eu peço silêncio a ele, mas quem disse que obedece? Quando falamos de algo que amamos o coração insiste na sinseridade e não se satisfaz com o silêncio, então começa a palpitar para que interpretemos o que ele tem a dizer.
Vejo lágrimas rolarem em meu rosto, tento entender o porquê afinal, não há o menor sentido. Então meu coração responde: "não são lágrimas, é o choro, não um choro qualquer é "o" choro (repare no emprego do artigo definido 'o'), o choro do coração, de amor, da falta de palavras bonitas, é um sinal de que você ainda tem coração, que ainda está viva." E choro porque chorando amo um pouco mais, derramo um pouco do amor de dentro de mim doando-o para as pessoas ao seu redor, chore, chore na tentativa imbecil de esvaziar as pessoas de si.
Emfim termino em prantos, já são 22:51, após houver satisfeito minha vontade recolho-me na minha insignificância de uma pessoas normal, em prantos, recolho-me em meu singelo quarto e entroem um sono profundo a procuro de uma descanço do coração e quem sabe não esvazio um pouco de mim mesma nos meus sonhos.

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