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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


As expectativas agora são pequenas. Sonhos foram massacrados.
De tudo ainda me resta o ar, as nuvens, a lua e o sol. 
Ainda vou sorrir. 
Dias melhores virão, afinal a esperança sobrevive enquanto há vida, ou quem sabe até mesmo quando não há.

sábado, 22 de outubro de 2011

Tornei-me, involuntariamente, compulsiva por meus próprios desejos. Eu sei que nem sempre serão realizados, mas eu busco incansavelmente concretizar todos a meu tempo, e meu tempo passa rápido.
Como uma criança que grita que por um brinquedo eu esguelo de tanto clamar, como uma mãe que reclama o filho a fim de que ele aprenda a esperar,  Deus me dá umas palmadinhas.
Chegou a hora de pausar no tempo, ainda que insatisfeita, hora de descansar a imaginação e esperar, mesmo que essa espera seja dolorida, hora de amadurecer ideias, de concientizar-se que nada será realizado a meu tempo.
O que é meu, eu sei, virá, ainda que, segundo meu relógio, dure uma eternidade.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Caminhar...


Vou esperar o tempo passar
E assim caminhar
Vou esperar o tempo passar
Realizar escolhas, traçar planos
Vou esperar o tempo passar
E fazer a vontade de Deus minha vontade
Eu tenho sonhos
Mas vou esperar o tempo passar
E descobrir como é bom, novamente sonhar!

Uma questão de escolha

O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las. Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples... Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que que escolhemos dizer. É simples...

GRANDE Padre Fábio de Melo

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Metamorfose singular




Metamorfosiava singurlamente. Pausei pra adormercer, congelar sorrisos e expressões. Pausadamente é mais fácil digerir a realidade, os erros e suas limitações. Adormecidos deixamos de viver, porém evitamos engolir os obstáculos de nossas próprias limitações, adormecidos contentamos com a mesmice, mas cuspimos as decepções e extinguimos a não realização de nossos anseios, descansamos do irritante e passamos a vivenciar com nossas próprias sugestões...
Contrariando, a realidade dura e crua nos afirma o óbvio: não há mágica que possa nos privar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Cada palavra na sua mais sensata simplicidade nos direciona a sonhos imutáveis. Os sorrisos sem justificativas não acontecem por falta do que fazer ou por insana loucura, eles desencadeiam pela necessidade de transbordar a felicidade que aperta dentro de quem valoriza tudo o que é pequeno e simples.
O simples cumpre no tempo a proeza de ser um sentido oculto e deslumbrante para os distraídos que o percebem ou não. A felicidade se escode aí, no simples, naquilo que aproxima os olhares dispersos à Deus.
E Deus mora perto, numa casinha rosada à frente de dentes e por detrás da tristeza, que se abre na esperança de comunicar, muitas vezes sem motivos. Fica ali escondido, vez em quando aparece na janela escancara as portas e distribui alegria, ou quem sabe loucura.
Quando tornamos o simples complexo demais, viver perde o sentido, deixamos de amar e brincar por falta de tempo. Carregamos sobre nós o peso das angústias e dos medos. 
Peso este que descarreguei a muito tempo. Hoje viajo leve, muito leve. E como fiz quando ciriança, enchi  uma sacola com uma peça de roupa outra de amor e um pedaço de cada um que já amei. E assim fui me distanciando na esperança que a saudade me fizesse amar ainda mais, e funcionou. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. O que não consegui carregar na sacola guardei na lembraça pra nunca mais esquecer.
Eu espero mesmo nunca esquecer das conversas desnecessárias, sorrisos sem motivos. Porque tudo o que vive ao seu lado foi especial, puro e verdadeiro.

Dedicado a quem faz da vida brincadeira, pensa como eu, me acompanha nos sorrisos, dialoga com os olhos e sorri com o bigode.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

É incompreensível compreender

Senti um forte impulso em escrever isso aqui. De súbito, hoje, passei a observar o que nunca prestei atenção: a nossa racionalidade. Somos racionais demais, queremos descobrir os motivos e comprovações científicas que prove nossa existência e o mistério da vida.
Agora pense comigo, se isso tudo não fosse um mistério não haveria graça, não teria sentido buscar aquilo que já conhecemos. Mesmo se houvesse sentido seria muito fácil, comum demais, não haveria sacrifício. Ora o que é a fé sem sacrifício?
 A compreensão disso tudo está na incompreensão daquilo que não se sabe. Não compreender e negar  é  fácil. Virtude mesmo está em crer sem compreender, é ter fé por aquilo que não se vê é seguir aquilo que o coração anseia e grita, porque se não houver crença de coração não haverá fé verdadeira.
Eu não compreendo, e ainda assim creio de olhos fechados. Porque eu sei que ser humano algum tem capacidade suficiente para entender o mistério da vida, por mais racional que seja sempre será leigo aos olhos de Deus.
E para aqueles que não aceitam sua incompreensão, nestes falta ainda mais inteligência, pois ainda não descobriram o mistério de viver, simplesmente viver.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Viver de amor


O sol, a terra tocando meus pés e a brisa de encontro ao meu rosto me bastava naquele dia. Eu, porém, queria mais. Queria que as estrelas me pertencessem, que o sol brilhasse apenas pra mim, queria possuir a brisa... Eu queria tudo, tudinho.
Não! Não queria tudo, descobri nesse dia que meu único desejo era viver de amor, um amor bem mansinho bem devagarzinho. De modo que um silo de amor me sustentasse.
Aí eu estive errada. Sim errada! O amor não nos sustenta, nós que devemos sustentar o amor. Mas ele é frágil, não deve ser regado com pouco nem muita água, sol demais o desidrata e sol de menos o enfraquece.
Então, eis a dificuldade de viver de amor: ele é delicado, o amorzinho foge de nossos cuidados!

terça-feira, 29 de março de 2011

Construtores e destruidores, somos nós.

Tento, sinceramente, compreender as ações e consequentes reações do ser humano. Então me deparo com um imenso iceberg. A mente humana é complexa demais para a capacidade de compreensão do meu cérebro.  
Quer queiramos ou não, somos manipulados pelo sistema que nós mesmos criamos. Somos máquinas perfeitas, de complexa inteligência, porém, animais que não pensam, ou melhor, pensam, porém, unicamente em seus próprios interesses e acabam destruindo sua própria vida.
Somos na verdade retardados ao extremo. Nossos antepassados criaram o fogo, a escrita, e consecutivas inovações que propiciaram esse texto a ser publicado nesse blog. Enquanto isso milhares de crianças morrem por desnutrição no continente africano, continente este que foi fatiado como um bolo qualquer de aniversário e explorado por países que atualmente são super potências, com alto índice de alfabetismo, alta expectativa de vida e com forte economia, e ninguém até hoje inventou uma máquina para alimentar crianças do dia pra noite, muitos menos um computador capaz de transformar toda a miséria da humanidade em riquezas.
Com certeza somo gênios. Gênios da destruição em massa, criamos e recriamos um mundo literalmente destruído por nossas próprias intelectuais e super potentes invenções.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mar Morto

Fui percebendo que não habitava mais em mim um ser sensato, forte e inatingível. Passa por minha cabeça um turbilhão de pensamentos que não fazem o menor sentido, no entanto apontam minha fragilidade e vunerabilidade.
Minhas limitações e fraquezas estão a mostra e por mais que tente omití-las elas me perseguem. 
Tentei não chorar, mas meu coração apertado e decepcionado com minhas limitações empurram o mar salgado de dentro de mim. E eu fui me tornando aos poucos um mar, um Mar Morto.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Anjo meu, apenas

Era um dia comum, o sol escaldante, e eu estava em meu quarto, não me lembro bem o que fazia, mas estava ali entre quatro paredes, com apenas uma janela me distanciando do quintal.
De repente fez-se um barulho imenso, e quando dei por mim estava ja no quintal com roupa de dormir  e em minha frente se posicionava um ser estranho, era humano, de cabelos longos, sorriso doce, no entanto possuia um par de asa enormes, brancas e fofas como chumaço de algodão.
Eu estava inerte, como se houvesse morrido e esquecido de cair. Porém dentro de mim meu coração palpitava como outrora, pois, aquele ser era de divindade incomparável. Não me recordo bem de suas palavras, lembro-me apenas de sua última frase:
- Pequena, apenas siga as minhas asas, porque nelas o Grande Homem confiou-lhe sua preciosa filha.
E eu as segui e quando dei por mim estava diante das estrelas, voando por sobre as nuvens como se flutuasse num castelo de algodão-doce, porém esse era mais doce e como era.


Seguirei contigo nas perseguições e nas tribulações,
para um dia ser digna de amar-Te  na revelada Glória do céu.
                                                                       Amém!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Para alguém que chora

A felicidade regressou para bem longe de mim.
Se me perguntares se um dia fui feliz...Sim! Já sorri para o sol e cantei para as nuvens. Já contei histórias para as estrelas e a lua me contou seus segredos mais ocultos.
No entanto, só me restou a nostalgia de tempos remotos em que eu convivia com crianças de maturidade superior das quais eu atualmente convivo, nostalgia de tempos que humildemente perdoava e pedia perdão, dos tempos que possuia minha 'Didi', ela o reverso da minha atual, época que tinha amizades invisíveis aos olhos humanos, mais sinseras de coração, Bianca e Beba porque morrestes?.
Creio que dentro de mim ainda existam sementinhas de felicidade que esperam por sombra e água fresca, o que é bastante escasso no meu coração.

... mas espero ser regada de lágrimas para que dentro de mim cresça um jardim repleto de flores.

Um amor incondicional (...)

Um amor incondicional (...)
Então AMIGO meu (L)