O sol, a terra tocando meus pés e a brisa de encontro ao meu rosto me bastava naquele dia. Eu, porém, queria mais. Queria que as estrelas me pertencessem, que o sol brilhasse apenas pra mim, queria possuir a brisa... Eu queria tudo, tudinho.
Não! Não queria tudo, descobri nesse dia que meu único desejo era viver de amor, um amor bem mansinho bem devagarzinho. De modo que um silo de amor me sustentasse.
Aí eu estive errada. Sim errada! O amor não nos sustenta, nós que devemos sustentar o amor. Mas ele é frágil, não deve ser regado com pouco nem muita água, sol demais o desidrata e sol de menos o enfraquece.
Então, eis a dificuldade de viver de amor: ele é delicado, o amorzinho foge de nossos cuidados!

Nenhum comentário:
Postar um comentário